skip to Main Content
Menu

MÍDIA E MOVIMENTO LGBT: UM ESTUDO DO CAMPO JORNALÍSTICO A PARTIR DA COBERTURA DA PARADA DA DIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

Autor:
LUIZA ASSIS FALCAO

Resumo:
Esta dissertação faz uma análise do subcampo do jornalismo impresso pernambucano formado pelos jornais Aqui PE, Diario de Pernambuco, Folha de Pernambuco e Jornal do Commercio em paralelo ao surgimento de um subcampo do jornalismo online. Empreendemos uma análise deste campo a partir da cobertura da Parada da Diversidade entre 2002 e 2015. À luz dos conceitos de campo e de habitus de Pierre Bourdieu, de entrevistas e de matérias, abordamos a relação entre Movimento LGBT, jornais, jornalistas, editores/as e fotógrafos/as neste período. Abordaremos as mudanças em três níveis de disputa: entre jornais, entre indivíduos ligados à cobertura da Parada da Diversidade e entre os significados das categorias de percepção que estão em jogo com a articulação do Movimento LGBT no Estado. Neste sentido, a pesquisa mostra a importância da organização política de grupos dominados para a luta simbólica em torno das formas de percepção e classificação de um grupo – no caso, LGBT – pelos demais. Indissociável deste processo, mostramos como o jornalismo tem um papel fundamental na transformação destas categorias e as possibilidades de utilização de ferramentas online neste processo de disputa. Estas ferramentas são importantes – senão para revelar os mecanismos de dominação dos detentores de discursos dominantes -, mas para avançar na conscientização política de indivíduos em torno das questões LGBT.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3999991

Do movimento social à festa: as microterritorialidades festivas e efêmeras da parada LGBT em Goiânia, Goiás

Autor:

JORGEANNY DE FATIMA RODRIGUES MOREIRA

Resumo:

Na tese proposta, preocupa-se em argumentar sobre as microterritorialidades na Parada LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) em Goiânia, a partir dos ajuntamentos de indivíduos – ou não, pois há aqueles que preferem manter-se isolados no espaçotempo do evento -, que mediados pela corporeidade, ações performáticas e festivas reivindicam os direitos à cidadania LGBT, e celebram o Orgulho Gay em um movimento-festa. Uma questão norteadora revelou-se como fio condutor para o desenvolvimento da pesquisa: como o espaço público de Goiânia é territorializado pelos indivíduos partícipes da Parada LGBT e de que forma emergem as microterritorialidades, pautadas em relações efêmeras no instante do evento? Baseado em revisão bibliográfica em autores da Geografia Cultural Crítica, na Antropologia da Performance, na Psicologia Social e na Filosofia; além de trabalho de campo em três edições da Parada LGBT (2013, 2014 e 2015) com entrevistas semi estruturadas, aplicação de questionários, fotografias, cartografia cultural e etnografia urbana no cotidiano da cidade; analisamos os discursos acerca da heteronormatividade que impõe-se como mecanismos e relações de poder; a ruptura e transgressão do cotidiano – baseado em discursos que hostiliza a homossexualidade -, por meio da efervescência festiva e nas performances desenvolvidas no espaço público; e a construção de paisagens festivas que surgem com a subversão próprias do festar e do celebrar a diversidade, a sexualidade e a possibilidade de mostrar o que é ocultado no cotidiano da cidade. Em respeito à identidade de gênero foi adotado o uso do X, ao invés de o ou a em palavras que exprimem uma posição de gênero feminino/masculino nas frases.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4505655

AS BI, AS GAY, AS TRAVA, AS SAPATÃOTÃO TUDO ORGANIZADA PRA FAZER REVOLUÇÃO! UMA ANÁLISE SÓCIO-ANTROPOLÓGICA DO ENCONTRO NACIONAL UNIVERSITÁRIA DA DIVERSIDADE SEXUAL (ENUDS)

Autor:
STEPHANIE PEREIRA DE LIMA

Resumo:
O Encontro Nacional Universitário da Diversidade Sexual (ENUDS) surgiu no ano de 2003 como espaço de ação política contra casos de homofobia e machismo no ambiente universitário, além de se constituir como lugar de debate sobre o tema da “diversidade sexual”. Hoje, já na XIII edição, o ENUDS reúne “grupos” e “coletivos” que se articulam em torno da temática sobre gênero e sexualidade e visa se consolidar como espaço de discussão “acadêmica” e “política”. Em vista disto, a pesquisa busca reconstruir a trajetória sócioantropológica dos Encontros de modo a analisar as dinâmicas e nuances que se processam dentro de seu espaço, como as formas de organização política, a inserção de novos sujeitos e identidades e o diálogo com a “academia”. A primeira parte do trabalho se dedicará à reconstrução histórica das edições. Assim, para percorrer as edições do ENUDS, serão utilizados materiais colhidos do evento em campo sobre as Edições passadas e informações oriundas das entrevistas semiestruturadas com participantes e ex-participantes. A segunda parte do trabalho se propõe analisar as categorias que surgem no campo como: “grupo/coletivo”, “ativista/militante”, “institucionalizado/ não-institucionalizado” e “horizontalidade”. Na terceira parte desta dissertação é explorado como se manifestam os ideais de liberdade sexual, dissolução da hierarquia e convenções de gênero e a prática política da “fechação” nos espaços do ENUDS a partir de uma categoria central no campo: a “experiência”. Procuro, portanto, explorar as argumentações que justificam essa “vivência”, bem como os momentos de limites e tensões desses ideais.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4523642

NÃO SE NASCE MILITANTE, TORNA-SE: PROCESSO DE ENGAJAMENTO DE JOVENS LGBT - PANORAMA HISTÓRICO NA CIDADE DE SÃO PAULO E CENÁRIO ATUAL EM PARIS

Autor:
MARCELO DANILIAUSKAS

Resumo:
A presente pesquisa analisa o processo de emergência de grupos organizados de jovens LGBT e de seu engajamento. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com fundadores/as e coordenadores/as de grupos jovens LGBT, bem como observação de campo junto às atividades desenvolvidas pelas entidades, o que permitiu problematizar e descrever: o contexto de emergência desses grupos, seus modos de organização e funcionamento, suas bandeiras de luta e formas de ação, tal como o perfil e o processo de engajamento desses/as jovens. Assim foi possível traçar um panorama histórico envolvendo as seguintes organizações atuantes na cidade de São Paulo: Projeto de Apoio a Gays e Lésbicas Adolescentes (PAGLA), E-jovem, XTeens, Jovens e Adolescentes Homossexuais (JA) e Projeto Purpurina. Assim como traçar o cenário atual em Paris com foco nas seguintes entidades: MAG – Jeunes LGBT, Pôle Jeunesse, CONTACT e Le Refuge. Essas organizações promovem encontros, online e offline (presenciais e virtuais) de apoio mútuo voltados a jovens, que varia de 13 a 29 anos e abordam sobretudo: autoaceitação, conflitos na família, com amigos, na escola, universidade e trabalho. Os grupos e os/as jovens apresentam ressalvas em relação à política institucional (governos, partidos, eleições, espaços de participação e controle social), para eles/as fazer política significa promover transformações sociais a partir de suas vidas cotidianas, que eventualmente podem passar por reivindicações pontuais em relação a legislações, políticas ou serviços públicos.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3650854

POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO QUE TRATAM DE GÊNERO E SEXUALIDADES NA AMÉRICA LATINA: Um Estudo sobre Brasil e Uruguai

Autor:
MARCIO DA SILVA LIMA

Resumo:
Esta dissertação versa sobre um estudo acerca das Políticas de Educação que tratam de Gênero e Sexualidades na América Latina, enfatizando aquilo que tem sido feito na Educação no Brasil e no Uruguai para o enfrentamento da LGBTfobia. No entanto, defendemos neste estudo que o destaque dado a esta problemática advém, principalmente, das demandas, das reivindicações e lutas dos movimentos LGBTs que têm exercido forte pressão nos governos para a elaboração de políticas em Educação que visem assegurar o direito ao respeito às diversas identidades LGBTs nos espaços educacionais. Por isso, procuramos abranger a partir da década de 1980, no período pós-ditadura destes países, a elaboração de políticas públicas que tenham como intuito combater as ações discriminatórias praticadas contra pessoas de identidade LGBT na escola. Nesse contexto, o objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre as principais medidas adotadas na área de Educação que tratam das questões de Gênero e Sexualidades para o enfrentamento da LGBTfobia no Brasil e Uruguai. Tendo como objetivos específicos: (i) Identificar as questões tratadas sobre Gênero e Sexualidades nas políticas de Educação no Brasil; (ii) Identificar as questões tratadas sobre Gênero e Sexualidades nas políticas de Educação no Uruguai e, (iii) Identificar se nas políticas de Educação que tratam sobre Gênero e Sexualidades, no Brasil e no Uruguai são apontadas as questões referentes ao combate à LGBTfobia.O nosso quadro teórico contemplou autores como Gonçalves (2014), Sempol (2012), Furlani (2011), Daniliauskas (2011), Borrillo (2010), Junqueira (2009), Louro (2008), Carrara (2006), Seffner (2005), Foucault (1988), e outros. Entre os componentes da metodologia de pesquisa adotamos (i) a Pesquisa Documental com o propósito de levantar dados sobre as políticas de Educação que tratam de gênero e sexualidades no Brasil e no Uruguai no que se refere ao enfrentamento da LGBTfobia e (ii) a técnica de Análise de Conteúdo na perspectiva de Bardin (2011). Por fim, concluímos em nossas análises que no Brasil e no Uruguai foram implementadas algumas leis importantes contra a discriminação das pessoas com identidades LGBTs. Uma vez que estes dois países passaram por marcantes transformações de ordem social, política e econômica que contribuíram para fomentar um cenário humano mais equânime e menos injusto em suas sociedades. Contudo, as pessoas com identidades LGBTs ainda sofrem graves exclusões e uma persistente violência nos espaços educacionais, pois seus direitos são ainda assegurados de forma tímida e gradual, tanto nas escolas quanto nas sociedades estudadas.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4976248

A POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA EM INTERFACE COM A DIVERSIDADE SEXUAL NO PERÍODO DE 2003 A 2014

Autor:
JOSE ANTONIO CORREIA DE SOUZA

Resumo:
Este trabalho é de natureza qualitativa, usando o recurso de análise de conteúdo para a exploração dos dados coletados. O banco de dados é constituído de documentos, planos e programas relacionados ao direito à educação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) no recorte temporal 2003-2014, além de entrevistas feitas com seis militantes. O objetivo geral do estudo foi compreender a trajetória das políticas públicas para a diversidade sexual e de gênero no âmbito da educação no período analisado. Como objetivos específicos, a pesquisa buscou: i) compreender como figura a relação movimento social LGBT/Estado na construção de políticas voltadas para a educação no período de 2003 e 2014; ii) examinar a compreensão dada às identidades nos documentos analisados e na fala dos participantes entrevistados; e iii) identificar e discutir as implicações decorrentes da ampliação de direitos e visibilidade LGBT. Para dar suporte à análise dos dados, recorri a um arcabouço teórico que desse conta da complexidade inerente à diversidade sexual e de gênero como performativos, isto é, construídos via reiteração de práticas discursivas. Assim, construtos da chamada teoria queer são caros ao estudo, além da visão foucaultiana de uma construção discursiva da sexualidade quando de seu direcionamento às políticas educacionais. A análise dos dados demonstra que houve, ao longo do período analisado, uma interligação entre Estado e movimentos sociais LGBT na construção das políticas, implicando inclusive em relações intrincadas e às vezes aparentemente contraditórias de poder nesta interligação. Além disso, foi possível notar uma compreensão essencialista de identidades, o que leva à hierarquização de corpos nos documentos voltados para a educação e na fala dos participantes. É notável também o fato de que, de acordo com o que se encontra nos dados, a homofobia prevalece a despeito da conquista de direitos e maior visibilidade de LGBT que ocorreu nos últimos anos.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3679532

RECONSTRUÇÕES QUEERS: POR UMA UTOPIA DO LAR

Autor:
ADRIANA PINTO FERNANDES DE AZEVEDO

Resumo:
Reconstruções queers: por uma utopia do lar tem como objetivo traçar uma paisagem constelar de vivências queers (minorias sexuais, de gênero, étnico-raciais, etc) que afirmam suas vidas através da reconfiguração das ideias de “lar” e “casa”. Para isso, foram utilizados diversos objetos-acontecimentos (filmes, livros, materiais arquivísticos) que nos ajudassem a produzir “fendas” ou “fissuras” afirmativas no pensamento sobre o poder através das suas potências de vida, fazendo eco ao que propõe Beatriz Preciado em seu ensaio “Multidões Queer: notas para uma política dos anormais” (2011). Alguns deles são: o livro Stella Manhattan (1995), de Silviano Santiago; os home movies do cineasta Derek Jarman; materiais pessoais de Alice B. Toklas e Gertrude Stein arquivados no Harry Ramson Center, da Universidade do Texas em Austin; a peça de teatro Domínio do Escuro (2015) de Juliana Pamplona; o filme The Watermelon Woman (1996), de Cheryl Dunye e o filme Shortbus (2006), de John Cameron Mitchell. Trata-se de uma organização de tese que faz parte de uma corporeidade que não é histórica no sentido normativo da palavra, mas tecida como um gesto que se aproxima daquele presente no Atlas de Aby Warburg, no esforço de fazer entender o link, um nexo, uma conexão secreta entre diferentes imagens que se afirmam enquanto resistências às normas de gênero e sexualidade, e aos modos de estar junto normatizados na modernidade e na História.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3618187

INSTITUCIONALIZAÇÃO DE POLÍTICAS LGBTs: UM ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO DO TRIPÉ DA CIDADANIA LGBT NO MUNICÍPIO DE SÃO CARLOS ENTRE OS ANOS DE 2009 E 2012.

Autor:
GUILHERME EFRAIM VERGILI

Resumo:
A partir de meados da década de 1990, a formulação de políticas públicas para o segmento LGBT ganhou destaque no Brasil ao adotar um viés de promoção de direitos humanos (Carmona, Prado, 2009; Carrara, 2010). Mas foi no final da década seguinte, com a realização de Conferências e a fixação de um “tripé da cidadania” (composto por um conselho, órgão do poder executivo e um plano de políticas) no Governo Federal, que a institucionalização dessas políticas se fortaleceu pelos demais entes federativos. Assim, o município de São Carlos se caracteriza como sendo uma das primeiras cidades do interior paulista a adotar políticas públicas direcionadas a LGBTs, por meio da atuação conjunta de atores governamentais e um grupo organizado do movimento social intitulado ONG Visibilidade LGBT. Pretende-se analisar a formulação da política de diversidade sexual, proposta e desenvolvida pela Prefeitura Municipal de São Carlos, entre os anos de 2008 e 2012, por meio da investigação sobre o processo de entrada desse tema na agenda governamental. Isso será feito por meio da validação do modelo de Multiple Streams, desenvolvido por John Kingdon (1995 [2003]), que analisa, de forma qualitativa, o processo de formação da agenda e as ações propostas pela administração pública, trazendo luzes sobre a respeito da questão da diversidade sexual desenvolver-se como política governamental no âmbito municipal.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4631472

AS PESSOAS DOS LIVROS E OS LIVROS DAS PESSOAS: Uma etnografia sobre a produção e circulação de obras LGBTs

Autor:
NATHANAEL ARAUJO DA SILVA

Resumo:
A presente dissertação versa sobre a emergência de “livros de literatura LGBT” promovidos por autores, Editoras e editores engajados no processo de sua criação e defesa. As perguntas gerais que nortearam a pesquisa foram: quais as possíveis experiências que as pessoas desenvolvem com os livros? Como e por que estabelecem relações com este objeto? De que maneira aspectos de gênero e sexualidade passam a compor estes vínculos? O que a emergência ou novas formas de nomeação de tais artefatos nos permitem perceber? Para dar conta destes questionamentos, desenvolvi trabalho de campo com observação participante em lançamentos de livros, debates literários e saraus de literatura organizados por inúmeros indivíduos nos mais variados espaços da cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo. Deste modo foi possível apreender as pessoas dos livros e os livros das pessoas com fins a compreender e explicar o sentido de suas ações, responsáveis por conformar uma rede de relações que visam construir o que denomino por “mundo dos livros LGBTs”, no qual circulam objetos, pessoas e valores.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4759572

REPRESENTAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, DISTRIBUÍDOS PELO PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO – PNLD (2005-2011)

Autor:

MARCIA BARBOSA SILVA

 

Resumo:

Este trabalho tem como objetivo perceber qual a representação do homossexual nos livros didáticos de História que foram avaliados, aprovados e distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Para tanto, analisamos os textos principais e exercícios que se inserem nos seguintes acontecimentos: Nazismo e Contracultura. O nosso recorte temporal abrange o período de 2005 a 2011 e foi escolhido com base em duas políticas públicas que foram criadas com o intuito de promover o respeito às diversidades sexuais: o Programa Brasil Sem Homofobia, de 2004, e o Plano Nacional para Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), de 2008. A análise da pesquisa se processou em duas etapas: na primeira, houve a pesquisa exploratória e na segunda, o estudo do acontecimento. Este estudo é relevante para que haja reflexões no campo da História da Educação a respeito de como o homossexual vem sendo representado nos livros didáticos, visto que estes materiais didáticos são uma ferramenta de ensino-aprendizagem que age na construção de identidades e é função da escola contribuir para a promoção do respeito às diversidades.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=98918

O LAMPIÃO DA ESQUINA: UMA VOZ HOMOSSEXUAL NO BRASIL EM TEMPOS DE FÚRIA (1978-1981)

Autor:
ALEXANDRE MAGO MACIEL COSTA E BRITO

Resumo:
As lutas políticas dos homossexuais durante a ditadura militar no Brasil tiveram como um dos grandes instrumentos de combate à homofobia, o jornal Lampião da Esquina. Conhecido também como Lampião, o periódico circulou durante os anos de 1978 a 1981, marcando parte importante da história brasileira por meio de suas influências na construção do movimento homossexual, além de veicular nas suas publicações mensais, demandas de vários outros movimentos sociais, como o Movimento Negro e o Movimento Feminista. A pesquisa objetiva compreender as representações de violência contra a população LGBT nos discursos textuais/imagéticos do Lampião e as representações sociais das identidades de gênero presentes nesse jornal em diálogo com as relações estabelecidas entre a imprensa homossexual e a ditadura militar no período que compreende os anos finais do Governo Geisel (1974-1979) e o Governo Figueiredo (1979-1985), quando o jornal encerra seus trabalhos.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3723015

O “BLOCO DAS IRENES”: ARTICULAÇÕES ENTRE AMIZADE, HOMOSSEXUALIDADE(S) E O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

Autor:

GUSTAVO DE OLIVEIRA DUARTE

 

Resumo:

Esta pesquisa de doutorado em Educação analisa um grupo de homens, a maioria deles com idade acima dos quarenta anos, que se identificam como homoafetivos, e que se reúnem, sistematicamente, na cidade de Porto Alegre com o objetivo de compartilhar experiências, desejos e angústias vivenciadas. O foco principal da investigação no grupo foi a questão do “assumir-se” (coming out), as articulações entre o processo de envelhecimento e a questão da amizade como uma política de estilização da existência. O trabalho foi inspirado a partir da perspectiva pós-estruturalista e dos estudos culturais. Além do acompanhamento das reuniões do grupo de 2009 a 2012, foram realizadas duas entrevistas com os seis informantes principais, analisadas as atas das reuniões do grupo e participações em alguns eventos extra-reuniões. Ao longo de uma trajetória de mais de dez anos de existência, a luta por um espaço de encontro para as reuniões deste pequeno coletivo, o constante movimento de entrada e saída de participantes e a constituição e o fortalecimento de um núcleo original, mais velho, caracterizaram o mesmo. A sociabilidade dos participantes, associada ao marcador idade, constituiu-se “dentro” e “fora” das reuniões do grupo, na divisão dos subgrupos e, sobretudo entre o dilema do assumir-se e a visibilidade exigida pela militância LGBT. Apesar da circulação de práticas homonormativas e de outras com tons preconceituosos e conservadores, a sociabilidade do grupo configurou-se como uma rede de apoio e suporte aos seus integrantes, sobretudo aos mais velhos, os quais mostraram alguns ensaios e possibilidades próximas de uma erótica do envelhecimento.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=131815

AS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO DE 2013, NO BRASIL: MODOS DE SUBJETIVAÇÃO E AS CONDIÇÕES PARA UMA RESISTÊNCIA A PARTIR DA ANÁLISE DOS DISCURSOS

Autor:
MICHEL RENAN RODRIGUES DE ANDRADE

Resumo:
Em junho de 2013, no Brasil, se viu um acontecimento que se tornou um marco na recente história política da nova república do país. Uma multidão tomou conta das ruas das principais cidades do país reivindicando, em princípio, a revogação dos aumentos das passagens do transporte público, principalmente em São Paulo. Em seguida, as reivindicações passaram a ser sobre variados temas: melhora na saúde e educação pública, contra a corrupção, pelos direitos dos povos LGBTs, negros, indígenas etc. Com os diversos jornais e partidos políticos tentando apropriar significados e identidades às manifestações e aos manifestantes, produziu-se a motivação para este trabalho. Esta pesquisa teve por objetivo fazer um mergulho nos discursos produzidos pelos manifestantes para buscar nas suas formações e nos seus enunciados os meandros que possibilitam marcar esse acontecimento como algo incapaz de ser unido sobre uma identidade única, mas sim como a produção de condições de possibilidades para a constituição de uma outra relação de poder a partir do surgimento de novos modos de subjetivação. Assim, procuramos fazer um apanhado das pesquisas e textos ensaios sobre as manifestações, elencar e cruzar dados, debater os conceitos possíveis que pudessem envolver e sustentar nossa pesquisa – chegando ao conceito de multidão -, destrinchar a ordem das formas de subjetivação contemporânea para, assim, termos uma base, aquilo que chamamos de solo concretizado a ser analisado. Pois é sob este solo que buscamos investigar as produções dos discursos e se o seu produto é uma formação da ordem das subjetividades e das condições dos substratos desse solo, ou se há um produto germinando, uma nova forma de subjetivação capaz de estabelecer uma resistência às forças que operam nas relações de poder. Assim, nos utilizamos do método da análise de discurso nos apropriando do método arquegenealógico foucaultiano, mas adaptando para uma análise de um acontecimento em vez de uma análise histórica. Concluímos que as manifestações de junho de 2013, no Brasil, devem ser observadas como um acontecimento de ruptura na nossa recém história, mas não estando completamente livre das investiduras do poder. Ela surge como uma forma de resistência, mas aos poucos o poder vai envolvendo-a e contendo seus avanços, fazendo com que a sua produção seja subjugada. Porém, de fato, as manifestações de junho de 2013 estabelecem condições para a produção de resistências capazes de reformular as relações de poder e produtoras de novos modos de subjetivação.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3875465

A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM DIREITOS HUMANOS NOS PAÍSES DO SUL GLOBAL: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA E CIENTOMÉTRICA DA SUR REVISTA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Autor:
ANA CLAUDIA RIBEIRO

Resumo:
No presente trabalho propõe-se analisar a produção científica em Direitos Humanos do Sul Global, por meio de estudo dos autores e do conteúdo das publicações da Sur Revista Internacional de Direitos Humanos. Como plano de pesquisa foram adotadas as metodologias de análise bibliométrica e cientométrica, pois forneceram mecanismos que permitiram traçar a produção científica da Revista. A primeira etapa da análise se destina a entender o contexto sociopolítico dos autores, quanto às variáveis: nível de titulação acadêmica, área de titulação acadêmica, afiliação institucional, local de nascimento e local de afiliação institucional. Apesar da preponderância do curso de Direito na área de formação dos autores, evidencia-se, com os resultados da pesquisa, a contribuição de autores com formação em outros cursos como Sociologia, Relações Internacionais, Ciência Política, Filosofia, entre outros, confirmando laços interdisciplinares no campo dos Direitos Humanos. A afiliação institucional aponta alto índice de participação dos autores vinculados às Universidades e ONGs, concluindo-se que estas instituições influenciam na Agenda Global dos direitos humanos e impelem seus afiliados a escrever sob a luz da Agenda. No continente americano os autores concentram-se no Brasil, caracterizando um comportamento endógeno da Revista, Outra ocorrência substancial é a expressiva representação de autores advindos da Europa e Estados Unidos, sinalizando uma influência do Hemisfério Norte perante a produção científica do Sul. A análise de conteúdo foi construída a partir da indexação dos artigos, seguindo a padronização do Tesauro da Corte Interamericana, adaptado pela pesquisadora conforme literatura da área. Em virtude desta alteração, evidencia-se também a necessidade de repensar os sistemas de vocabulário controlado da área, para que contemplem termos relacionados a temas contemporâneos. Os resultados da análise de assuntos mostram que o tema mais debatido trata de questões ligadas à Terceira Dimensão, caracterizada pelos Direitos Transindividuais Coletivoss – elencados pelos grupos de refugiados, mulheres, crianças, LGBT, deficientes, povos étnicos e indígenas. O segundo tema mais presente pertence à Segunda Dimensão e aborda questões de Justiciabilidade dos Direitos – arrolados pela eficácia da jurisdição internacional e internacionalização dos Direitos Humanos. Também foram identificados assuntos menos evidenciados na Revista, como o Direito ao Desenvolvimento e o Meio Ambiente. Este é um ponto crítico da Revista, pois são temas centrais da nova Agenda Global, que estão em ampla discussão nos fóruns mundiais de clima da ONU.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4046245

“NÃO FOI APENAS UM BEIJO: O ACONTECIMENTO BEIJO GAY NA TELENOVELA AMOR À VIDA E A CONSTITUIÇÃO DE PÚBLICOS”

Autor:
PAMELA GUIMARAES DA SILVA

Resumo:
A sociedade brasileira contemporânea vive um momento de discussão sobre a conquista e a manutenção de direitos da chamada comunidade LGBT. O espaço midiático reflete, em seus diversos formatos, este momento. Nesse diálogo entre e a mídia e a sociedade, nos chama atenção o papel da mídia na construção das representações sociais em torno dessa temática. E, a partir desse interesse, construímos essa pesquisa que tem por objetivo geral analisar um espaço específico onde ocorreu essa experiência de interação: o acontecimento beijo gay na telenovela Amor à Vida. A partir da categorização da cena como um acontecimento, foi possível entender que a relevância desse fenômeno não estava apenas na sua emergência, mas no fato de acontecer a alguém. E, ainda, que os sujeitos agenciados por esse acontecimento se colocaram em um espaço comum, porém heterogêneo, de discussão sobre a temática. De forma específica, procuramos apreender e compreender os públicos constituídos por este acontecimento e as diferentes formas de afetação deles. De forma complementar, discutiremos, ainda, o poder hermenêutico desse acontecimento, evidenciando o que ele nos diz não apenas da telenovela, mas da própria sociedade brasileira contemporânea. Para tanto, nossa metodologia de análise é embasada em teorias que enfocam o processo interpretativo, de individuação e significação de fenômenos de natureza acontecimental. Sendo composta por dois eixos centrais, que se dividem em duas categorias de análise cada: no primeiro eixo, procuramos apreender a constituição dos públicos, bem como do universo simbólico que atravessa e convoca os sujeitos, a partir da emergência do acontecimento. Para tanto, contamos com duas categorias de análise: a) Descrição do acontecimento: que implica a verificação de como esse acontecimento foi nomeado e identificado pelos veículos de comunicação (nas matérias) e pelos sujeitos; b) Descrição dos públicos: que consiste na identificação, por meio da autonomeação ou de indícios deixados nos textos, do papel social (ativista, eleitor, político, religioso, espectador, outros) que o sujeito está desempenhando ao comentar a cena do beijo gay. O segundo eixo consiste na apreensão do poder hermenêutico desse acontecimento, no qual, atentamos para duas dimensões: a) Pública: que implica a verificação dos campos problemáticos em que os sujeitos inscrevem o acontecimento. b) Privada: que implica a identificação de como sujeito aciona o acontecimento para tematizar a própria vida. Nossa empreitada, então, foi de aproximação dos discursos desses sujeitos que se apresentaram nas arenas de debate sobre o tema. De forma pragmática, nos detivemos aos fragmentos discursivos presentes no campo destinado aos comentários nos maiores portais do Brasil. Identificamos que, por se tratar de um fenômeno inscrito em um campo problemático público, os sujeitos ressignificavam o acontecimento de forma constante, tematizando a própria vida, a vida de sujeitos envolvidos indiretamente e por fim, a própria sociedade. Foi possível identificar, também, de forma clara, que os sujeitos se polarizavam a partir de um repertório simbólico subsidiado pela tríade: instituições, práticas e valores. E que essa tríade sustenta o repertório simbólico da sociedade a tal ponto que podem proporcionar manutenção, estabilização ou desconstrução de valores de uma sociedade. Tornam-se, assim, pontos centrais da produção de (novas) narrativas da sociedade e da possibilidade de afetação dos sujeitos.
Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3665495

A ORGANIZAÇÃO HOMOSSEXUAL EM JUIZ DE FORA: ESTUDO SOBRE A TRAJETÓRIA DO CONCURSO MISS BRASIL GAY EM JUIZ DE FORA DESDE 1977 ATÉ A FORMAÇÃO DO MGM EM 2000

Autor:
ANDREA KELMER DE BARROS

Resumo:
A presente tese se propõe a estudar a história da organização homossexual em Juiz de Fora, objetivando compreender se houve e quais foram as principais mudanças ocorridas, no que tange à ruptura em relação aos preconceitos e estigmas socioculturais no campo da homossexualidade, a partir do olhar dos organizadores do concurso Miss Brasil Gay e de seus principais colaboradores, ao longo dos vinte e três anos de história desde o primeiro Miss Brasil Gay, até a formação do MGM – Movimento Gay de Minas. A entrevista e a fonte documental foram os recursos técnicos escolhidos para possibilitar compreender melhor nosso objeto de estudo. As principais fontes utilizadas em nossa pesquisa de campo para produção da tese foram as matérias dos jornais Diário da Tarde e o Tribuna de Minas. Lemos todas as matérias no período de 1977 a 2000 publicadas nos meses de agosto, que é quando ocorre o Miss Brasil Gay na cidade. A escolha dos jornais se deve ao fato de serem estes os jornais de maior circulação em Juiz de Fora durante o período que selecionamos para esta pesquisa. Esta tese contém seis capítulos. O primeiro capítulo aborda a história dos movimentos sociais, dando ênfase à formação histórica do movimento homossexual no Brasil. O segundo capítulo debate teoricamente os novos movimentos sociais, destacando autores relevantes nesta temática. O terceiro capítulo aborda a trajetória histórica das diferentes formas de tratamento dado à homossexualidade, e as formas de controle social exercidas no campo da sexualidade até chegarmos à formação do movimento homossexual no Brasil, hoje conhecido como LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). O quarto capítulo apresenta um breve resumo sobre a formação da cidade de Juiz de Fora e o procedimento metodológico adotado para a realização desta tese. O quinto capítulo apresenta a criação do concurso Miss Brasil Gay, bem como a organização homossexual de Juiz de Fora, até o advento do MGM e sua relevância para a população homossexual da cidade. O sexto, e último capítulo, traz o resultado da análise de nossa pesquisa de campo, incluindo a pesquisa bibliográfica, documental e as entrevistas realizadas. Finalizando nossa tese, apresentamos algumas considerações finais, enfatizando os elementos que oferecem uma compreensão geral sobre o estudo realizado, trazendo à tona as principais questões do nosso aprendizado nos anos em que realizamos esta pesquisa. O Miss Brasil Gay de Juiz de Fora não seria capaz, sozinho, de romper com a cultura homofóbica da cidade. O tripé crime, doença e pecado não foram superados. Contudo, o concurso lançou luzes para que homossexuais de Juiz de Fora se mobilizassem contra a homofobia, e criassem uma agenda política séria, responsável, que avançando muito ou pouco, destrancou as portas e avançou com os pés prontos a trilhar um caminho longo, difícil e imensamente empolgante, visto que fala de vida, de liberdade, de sonho.

Para Leitura Íntegra:
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3649678

ITINERÁRIOS E “LUTAS”: O ENGAJAMENTO DE LIDERANÇAS DOS MOVIMENTOS HOMOSSEXUAL E LGBT EM SERGIPE (1981-2012)

Autor:

MARCOS RIBEIRO DE MELO

 

Resumo:

O presente trabalho investigou o engajamento de lideranças dos movimentos homossexual e LGBT no estado de Sergipe, a partir dos itinerários de vinte e cinco ativistas entre os anos de 1981 e 2012. A pesquisa focalizou as condições de constituição da mobilização, as mudanças das “lutas” ao longo das décadas, as redes sociais (formais e informais) forjadas pelos líderes e a ligação desses agentes com as “causas”. Para este fim foram realizadas entrevistas biográficas, análises documentais e o registro de observações de eventos e reuniões num diário de campo. Os dados apontam que a abertura política provocada pelo arrefecimento da ditadura militar no início da década de 1980 foi uma importante oportunidade política para o surgimento de uma mobilização homossexual organizada naquele período em Sergipe, assim como a redes que se estabeleceram com outras associações homossexuais brasileiras, principalmente com o Grupo Gay da Bahia. Contudo, somente a partir da segunda metade daquela década, com o aparecimento do HIV/AIDS e a aproximação com o Estado, foi possível iniciar um processo de institucionalização da mobilização que se consolidou nas décadas seguintes. Os investimentos estatais no “combate ao HIV” e o “reconhecimento da vulnerabilidade social” dos homossexuais, a partir dos anos 1990, tiveram como efeito a segmentação identitária e a construção de diversificadas políticas públicas voltadas às novas “bandeiras” que começavam a despontar no cenário político LGBT. Essa nova aproximação com o Estado, na década de 2000, também foi impulsionada, em Aracaju, pela ascensão política do PT e PCdoB, o que fez com que algumas lideranças começassem a fazer parte do quadro estatal em assessorias, cargos de comissões e coordenações. Ao mesmo tempo, nacionalmente e em consonância com o movimento, o governo federal investiu na formação de novas lideranças e no fortalecimento das associações existentes, o que confirma a convergência políticaideológica entre as duas esferas políticas.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=135004

O RECONHECIMENTO POLÍTICO DO MOVIMENTO LGBT NO BRASIL: UMA ANÁLISE DO PROCESSO E DAS REPRESENTAÇÕES DE ATIVISTAS ACERCA DOS SEUS EFEITO

Autor:

FRANCISCA DE PAULA DE OLIVEIRA

 

Resumo:

Nosso objetivo nesta tese é analisar os processos através dos quais se estabelece uma relação entre o Estado e o movimento LGBT brasileiro durante os mandatos do Presidente Lula (de 2004 a 2012), no sentido de produzir um conjunto de ações, programas e políticas públicas direcionadas às demandas de reconhecimento em termos de direitos e cidadania LGBT. Também analisamos as representações de uma amostra casual de ativistas do referido movimento sobre os efeitos do reconhecimento político obtido no âmbito do referido governo. Apresentamos uma breve abordagem ensaístico-histórica do movimento homossexual brasileiro, com intuito de analisar a sociogênese do problema social das identidades sexuais e de gênero divergentes do padrão heteronormativo. Tomamos como marco regulatório da relação a I Conferência Nacional LGBT e como marco regulatório da política pública, o programa Brasil sem Homofobia. O reconhecimento foi analisado com base principalmente no referencial teórico de Fraser (2001). Na interpretação dos dados empíricos, focalizamos as maneiras como sujeitos ativistas do movimento LGBT percebem e representam os efeitos do reconhecimento político obtido. A metodologia incluiu a análise de documentos oficiais, a aplicação de 100 formulários e a realização de entrevistas livres com atores significativos do referido movimento sobre a temática aqui focalizada. Nossa interpretação do processo de reconhecimento envolve dois elementos centrais: o primeiro, a ideia de que o governo Lula estava à frente da sociedade civil, se considerada em sua conformação geral, expressando em seus programas de governo e políticas públicas delineadas para a questão LGBT um conjunto de posições cujo processo de legitimação social ainda está em curso, de onde proviriam as dificuldades enfrentadas na relação entre o movimento LGBT e o Poder Legislativo; o segundo, a ideia de que o referido movimento se transforma, graças a esse processo de reconhecimento político, em um objeto do governo da população (FOUCAULT, 2000), na medida em que institucionaliza espaços de interlocução com a esfera governamental mencionada, o que pode ter produzido desmobilização e heteronomia, correspondentes à inclusão da elite do movimento nas redes de construção e produção das ações governamentais, transformando-a em correias de transmissão da visão e do léxico governamental usados para lidar com as questões relativas à diversidade de orientações sexuais e de gênero.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=132923

O RECONHECIMENTO DOS DIREITOS LGBT COMO DIREITOS HUMANOS: UMA ANÁLISE GLOBAL A NACIONAL

Autor:

PATRICIA CRISTINA VASQUES DE SOUZA GORISCH

 

Resumo:

O presente estudo visa demonstrar o desenvolvimento e o avanço da luta LGBT (sigla mais usual para LGBTTIS – lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros, intersexos e simpatizantes) com início da Revolta de Stonewall, quando finalmente a comunidade LGBT decidiu impor seus direitos civis, fazendo a primeira parada gay – justamente para chamar a atenção de toda a sociedade de que a comunidade LGBT existia e que deveria ser tratada como cidadãos de direito. A evolução deste pensamento humanista dos direitos dos LGBT começou a impactar a ONU há muitos anos, quando finalmente em 2011 – no mesmo ano em que aqui no Brasil, o STF reconheceu a união de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, e o STJ permitiu que um par de lésbicas se casassem, a ONU editou uma Resolução histórica condenando a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero, e reconhecendo os direitos LGBT como Direitos Humanos. Defenderemos o direito à sexualidade como atributo inerente ao ser humano e consequentemente, atrelado ao direito à vida, fazendo uma análise dos sistemas de proteção dos direitos humanos, nacional, global e regionais, bem como do nacional, vinculando o Brasil a essa Resolução, por ter sido um dos propositores e votantes. Essa Resolução histórica pontua os Direitos Humanos LGBT no mapa dos Direitos Humanos.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=82438

A POLÍTICA PÚBLICA LGBT NO BRASIL (2003-2014): HOMOFOBIA CORDIAL E HOMONACIONALISMO NAS TRAMAS DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Autor:

BRUNA ANDRADE IRINEU

 

Resumo:

Esta tese analisa processos que constituíram políticas públicas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) durante as duas gestões do governo Lula (2003-2010) e a primeira gestão do governo Dilma (2011-2014). Neste sentido, são examinadas a formulação do Programa Brasil sem Homofobia, bem como a criação da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos Humanos LGBT’s e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT. O estudo traça um panorama da inserção dos direitos sexuais na pauta global dos direitos humanos e problematiza concepções de cidadania e política social em tempos de neoliberalismo. Para compreender a dinâmica entre Estado e Sociedade Civil na arena de disputas pelos direitos destes segmentos sociais, combino diferentes técnicas de coleta de dados: a) observação participante nas reuniões do Conselho Nacional (2011-2013) e em eventos da agenda do movimento; b) análise documental de atas, moções, resoluções e notas públicas produzidas pela entidade, bem como documentos produzidos pela Coordenação LGBT e relatos de conselheiros/as do CNCD-LGBT nas redes sociais; c) entrevistas com ativistas não vinculados a redes de militância, mas que têm representação no conselho; d) entrevistas com gestoras/es que atuaram nas políticas públicas durante o período recortado na pesquisa; e) dados secundários de outras pesquisas que dedicaram-se a mapear o perfil de conselheiras/os do CNCD-LGBT. Na discussão teórica, revejo o projeto de nação brasileiro para demonstrar como o ideal da branquitude e masculinidade delimitou a esfera pública no campo das lutas por direitos sexuais. Os estudos feministas e os conceitos de “reconhecimento com justiça”, “redistribuição socioeconômica” e “representação com paridade de participação” me ajudam na reflexão sobre as reivindicações feministas e LGBT’s no Brasil. Analiso da história do movimento homossexual do final da década de 1970 até sua configuração atual, e destaco sua relação com o PT, sinalizando, ainda, para a relação de diálogo prioritário entre a gestão Lula e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) na formulação do Brasil sem Homofobia. A realização da I Conferência Nacional de Políticas Públicas LGBT, a publicação do I Plano de Promoção dos Direitos Humanos LGBT e do decreto do Conselho Nacional LGBT caracterizam o governo Lula como uma gestão “participativa” e “comprometida” com as pautas deste segmento, segundo o discurso hegemônico no movimento social. Já o governo Dilma é avaliado de forma negativa, devido ao veto ao Kit Escola sem Homofobia e a não publicação do II Plano LGBT, ainda que durante a sua gestão tenha ocorrido a II Conferência Nacional e a formulação do Sistema Nacional de Enfrentamento a Violência contra LGBT. Embora interprete o Conselho como lócus de maior pluralidade de sujeitos coletivos na formulação de políticas públicas para o segmento em questão, critico a reduzida dotação orçamentária e a baixa institucionalização das iniciativas governamentais neste campo. O conceito de homonacionalismo é retomado no final deste trabalho para explicar as dificuldades enfrentadas pelas minorias sexuais na luta pela ampliação da cidadania. A “homofobia cordial”, ou o “pinkwashing à brasileira”, são apresentados como dispositivos do neoliberalismo para incidir sobre nossas vidas.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4372319

FESTA NO GUETO? MEMÓRIAS E DISCURSOS EM TORNO DO “MERCADO GLS” EM RECIFE/PE.

Autor:

LUIZ HENRIQUE BRAUNA LOPES DE SOUZA

 

Resumo:

O presente trabalho tem o objetivo geral de analisar os sentidos produzidos acerca dos acordos e tensões entre o mercado e sociabilidade voltados a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), tendo como referência as trajetórias de conformação recente dos espaços de consumo, lazer e sociabilidade, que se definem como GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), localizados no centro da cidade do Recife/Pernambuco. Para tanto, buscamos, a partir de diálogos com interlocutoras privilegiadas: 1) construir as narrativas das histórias de conformação dos atuais espaços de consumo, lazer e sociabilidade GLS do Recife; 2) problematizar os acordos e tensões entre mercado, sociabilidade e agenciamentos políticos voltadas à população LGBT. Esta pesquisa partiu de uma abordagem psicossocial, na interface com estudos em gênero e sexualidade, à luz da perspectiva crítica feminista. Definimos como estratégia teórico-metodológica para produção de informações, a entrevista semiestruturada, compreendendo-a como práticas discursivas, em consonância com a perspectiva construcionista de produção do conhecimento. Portanto, realizamos as entrevistas com as interlocutoras privilegiadas dos espaços de sociabilidade estudados, definidas a partir dos critérios de tempo, convívio e responsabilidade em relação a esses lugares. Como resultados, construímos as narrativas de como surgiram os espaços de consumo, lazer e sociabilidade destinados à população LGBT que atualmente compõem o circuito GLS da cidade do Recife (Boate MKB, Clube Metrópole, Nosso Jeito Music, Castelo Marron, Confraria Ursos de Pernambuco, Conchittas Bar e Mix Pub). Em nossas análises, também abordamos os acordos e tensões entre mercado e sociabilidade, a partir de três eixos temáticos e seus respectivos tópicos analíticos, com a finalidade de compreender os sentidos coproduzidos sobre essas temáticas: Lazer e Sociabilidade (Motivação, Público e Práticas Sexuais), Mercado (Resistências, Localização, Concorrência, Aspectos Positivos e Negativos, e Legislação) e Agenciamentos políticos (Movimento LGBT e Parada da Diversidade).

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4693231

"CORES E CONTRADIÇÕES: A LUTA PELA DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO SOB O NEOLIBERALISMO BRASILIEIRO"

Autor:

RAFAEL DIAS TOITIO

 

Resumo:

A preocupação de fundo dessa pesquisa é investigar se o neoliberalismo causou alguma influência sobre a atuação do movimento LGBT no Brasil. Para tanto, foi analisada a trajetória da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entre 1995 e 2015, bem como a relação da associação com os governos FHC, Lula e Dilma na construção de políticas sociais. Além disso, o estudo se voltou também para a análise das principais bandeiras de luta, as formas de organização, as ações coletivas e as formas de mobilização de recursos; as estratégias traçadas diante os limites e desafios de cada contexto; os principais aliados, como o governo federal e outros movimentos sociais, e inimigos, como o neoconservadorismo evangélico; e os discursos, concepções e posicionamentos da ABGLT. Além da pesquisa bibliográfica, a investigação também se voltou para a pesquisa documental, a realização de entrevista com militantes e gestores/as, a observação participante em eventos do movimento.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4937642

“PARA ALÉM DAS PLUMAS E PAETÊS”: A ATUAÇÃO DO MOVIMENTO LGBT DE BELÉM-PA NO ENFRENTAMENTO À LGBTFOBIA

Autor:

ELTON SANTA BRIGIDA DO ROZARIO

 

Resumo:

A presente Dissertação é um estudo acerca da atuação do Movimento LGBT no município de Belém do Pará, teve o intuito de realizar uma análise crítica e construtiva no que cerne as violações aos sujeitos LGBT‟s e homofobia via a identificação dos processos políticos e identitários dos movimentos. O trabalho teve como objetivo: caracterizar o perfil político dos movimentos LGBT‟s, assim como identificar a atual conjuntura das ações estratégicas do movimento na construção de políticas públicas LGBT‟s e enfrentamento à homofobia; apontar as conquistas e contribuições desses movimentos no enfrentamento às violações do segmento que está sob a égide da heterossexualidade compulsória e a heteronormatividade contemporânea. E neste sentido não tem como desvincular o problema do estudo proposto, da investigação do método dialético, que possibilita a análise da sociedade capitalista e as relações sociais, pois, a formação dessa sociedade, é construída por um conjunto de elementos compostos por valores e normas culturais da heteronormatividade impulsionada pela ideologia capitalista. Contudo, a consolidação da sociedade capitalista além de impor de forma invisível da hierarquização da sexualidade e a relação sexo-poder, tem demonstrado através de dados e indicadores estatísticos que a violação aos que não seguem a heteronormatividade tem crescido a partir dos anos 2000. O percurso metodológico foi através da pesquisa qualitativa, assim como a pesquisa documental, observação sistemática, bibliográfica e de campo. Nossos resultados direcionam para uma analise eminentemente histórica e de resgate da memória do movimento LGBT assim como o seu refortalecimento nesta conjuntura contemporânea de retrocesso atual esfacelamento da carta magna brasileira e da violação à cidadania. O trabalho como uma analise preliminar é de suma significância para o campo do Serviço Social e para a formação dos Assistentes Sociais no concernente à tradição da categoria na defesa intransigente dos direitos humanos e uma intervenção social fundamentado nas balizas do Projeto ético-político da categoria profissional.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4169344

O ESTADO LAICO NO CONFESSIONÁRIO: A ATUAÇÃO RELIGIOSA E A LUTA PELA CIDADANIA LGBT DURANTE A TRAMITAÇÃO DO PLC 122/2006

Autor:

LEONARDO DA SILVA SANTANA

 

Resumo:

O presente trabalho intenta investigar a atuação de grupos religiosos no Congresso Nacional e a limitação da cidadania das pessoas LGBT. Para tanto, realizamos uma caracterização do movimento LGBT e da bancada evangélica e, em seguida, analisamos discursos de senadores e senadoras durante a tramitação do PLC 122/2006 no Senado Federal, utilizando a Teoria Fundamentada nos Dados. Os dados obtidos permitiram conhecer a visão de parlamentares sobre o tema e identificar o atual estágio da laicidade no Brasil.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3881366

CONQUISTAS, IMPASSES E DESAFIOS DA CIDADANIA LGBT NO RIO DE JANEIRO

Autor:

DIEGO DE SOUZA COTTA

 

Resumo:

Esta dissertação busca compreender vitórias, dificuldades e questões a serem superadas para que a população LGBT fluminense consiga ter acesso aos direitos civis que lhe são negados, ou pelo menos, obstaculizados – apesar da existência de um programa estadual de combate à homofobia e promoção da cidadania LGBT no Rio de Janeiro. Em outras palavras, o estudo pretende identificar as conquistas e os impasses desta população em relação às políticas públicas instauradas pelo Estado; e compreender os desafios contemporâneos de seu cotidiano para o pleno exercício da cidadania LGBT. O trabalho também esmiúça a trajetória e os processos desenvolvidos entre movimento social e governo para a formulação de uma agenda de reivindicações de ações afirmativas, a fim de construir políticas públicas que assegurem a cidadania da população LGBT no Rio de Janeiro. Para isso, examina a construção de sujeitos de direitos a partir do debate, da construção coletiva e das performances e estratégias midiáticas que visam à implantação de políticas públicas para LGBT no RJ, que devem ser entendidas como conquistas do movimento social. O modelo metodológico seguido foi de entrevistas individuais semiestruturadas com atores que participaram da construção coletiva das políticas públicas do Rio Sem Homofobia, além de coleta e análise dos documentos e relatórios deste programa estadual.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3612359

ATIVISMO LGBT NA IMPRENSA BRASILEIRA: ANÁLISE CRÍTICA DA REPRESENTAÇÃO DE ATORES SOCIAIS NA FOLHA DE S. PAULO

Autor:

IRAN FERREIRA DE MELO

 

Resumo:

Esta tese relata a produção intelectual e metodológica da pesquisa intitulada Ativismo LGBT na imprensa brasileira: análise crítica da representação de atores sociais na Folha de S. Paulo. Tal estudo consiste na análise de como homossexuais lésbicas e gays , bissexuais e pessoas transgêneras travestis, transexuais e intersexuais (LGBT), indivíduos historicamente excluídos de seus direitos sociais, são representados/as no jornal impresso de maior circulação do Brasil, a Folha de S. Paulo. O material que serviu de corpus ao trabalho foi composto por notícias sobre a realização do evento denominado Parada do Orgulho LGBT, ação coletiva organizada na cidade de São Paulo por pessoas que defendem a garantia da igualdade de direitos a LGBT. Trata-se de textos sobre todas as edições desse evento (1997-2012), publicados no dia e na data posterior em que ocorre. A partir da análise desses dados, a pesquisa propôs investigar o discurso produzido por meio das notícias, descrevendo e interpretando os recursos lexicogramaticais potencialmente capazes de produzir representações dos atores envolvidos na Parada, sobretudo a população LGBT, a fim de compreender a construção de sentidos gerada a partir dessas representações. Para tanto, essa investigação segue os pressupostos de epistemologias críticas nos estudos linguísticos contemporâneos, particularmente aqueles cunhados no interior da Análise Crítica do Discurso, notadamente o enfoque feito pelo linguista Norman Fairclough (2003), a partir do qual podemos refletir sobre o papel da linguagem como elemento constitutivo das práticas sociais e, portanto, como componente de reprodução e transformação da sociedade. Além disso, para subsidiar a compreensão sobre as categorias lexicogramaticais que analisamos, o estudo se apoiou na teoria de Theo van Leuween (2008a), acerca da representação de atores sociais realizada por grupos nominais, e nos postulados teórico-analíticos cunhados pela Linguística Sistêmico-Funcional, especificamente no trabalho de Michael Halliday e Christian Matthiessen (2004) sobre grupos verbais, expressos através do Sistema de Transitividade. Os resultados dessa investigação apontaram para a construção de um discurso em que LGBT são representados/as por meio de itens lexicais de Generecização e, por isso, como indivíduos sem personalidade especificada, o que sugere terem identidades e comportamentos homogêneos; através de orações transitivas formadas por Processos Materiais, nas quais ocupam o lugar de Ator apenas de ações criativas sobre a Parada, recebendo, portanto, pouco poder de transformação social; e por intermédio de orações transitivas constituídas de Processos Relacionais Intensivos Atributivos, onde exercem a função de Portadores de Atributos caricaturais que os/as qualificam como constantemente animosos/as e irreverentes. Assim, sob uma interpretação do impacto desses dados no interior da conjuntura sociopolítica atual do ativismo LGBT, concluímos que esse discurso, por restringir a capacidade agentiva e diversidade identitária dos atores LGBT, revela um importante papel da Folha na produção de significados que afetam o modo como, em geral, a sociedade compreende o movimento LGBT e alimentam o tratamento hostil e estigmatizante historicamente dirigido a esses atores sociais.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=490928

INTENCIONALIDADES POLÍTICAS NO PENSAMENTO EDUCATIVO DA MILITÂNCIA LGBT EM CARUARU

Autor:

RAFAEL LIMA VIEIRA

 

Resumo:

Fazemos um estudo sobre a educação do movimento LGBT em Caruaru. Procuramos conhecer o perfil de reivindicação político-identitária da militância LGBT em Caruaru, que não existe oficialmente como organização de cunho jurídico, mas como conjunto de coletivos não formais. Para isso buscamos respostas no pensamento educativo dessa militância. Tal pensamento pode nos indicar sobre o possível perfil político-identitário desse quadro de ativismo através das intencionalidades políticas que é capaz de expressar. A necessidade de conhecer tal perfil político-identitário se dá pelas mudanças conjunturais que estamos vivendo e sobre as quais é preciso atuar. A reivindicação LGBT deve, então, analisar tal conjuntura e avaliar se suas reivindicações estão evoluindo de maneira a seguir o contexto do mundo que se refaz constantemente. A partir de estudiosos da área da Educação, da Sexualidade e dos Movimentos Sociais, como Boaventura de Sousa Santos, Guacira Lopes Louro, Judith Butler, Beatriz Preciado, João Francisco de Souza e Anderson Ferrari constatamos que os perfis da militância LGBT, de modo geral, podem ser os seguintes: perfil identitário; perfil contra-identitário e perfil multitudinário. De maneira panorâmica, os perfis nomeados caracterizam-se da seguinte maneira: i) reconhecimento das diferenças identitárias; ii) negação da identidade sexual como critério político de uma identidade coletiva; iii) autodesignação identitária sem oposição às lutas coletivas LGBT. A partir disso, nossos objetivos são os seguintes: a) estabelecer um quadro de intencionalidades políticas do movimento LGBT de maneira a formar os perfis de afirmação identitária, contra-identitária e multitudinária de tal movimento; b) aproximar o pensamento educativo da militância LGBT de Caruaru com os perfis teóricos de afirmação político-identitária LGBT; c) apontar o perfil político-identitário da militância LGBT de Caruaru de acordo com as intencionalidades políticas que seu pensamento educativo manifesta. Entre os componentes da metodologia de pesquisa utilizamos a entrevista reflexiva e a observação participante como técnicas de coleta de dados; a análise categorial, como modalidade da análise de conteúdo, para fins de tratamento e análise de dados; e tivemos como sujeitos alguns integrantes dos coletivos LGBT de Caruaru. Nossas análises chegaram a conclusões acerca da impossibilidade de definir um perfil político-identitário fixo e estável para a militância LGBT em Caruaru. Ela mostra que existe uma especificidade na militância LGBT em Caruaru que dificulta oferecer uma explicação delimitando perfis de maneira fixa e definitiva. Dessa forma, tal como não existe uma identidade sexual única, também não existe um perfil fixo, integral e definitivo que caracterize a militância LGBT em Caruaru. O que percebemos é que existem simultaneidades de existência entre os perfis onde, ora um se sobressai mais, ora outro, a depender do tipo de intencionalidade que é materializada e do contexto em que essa militância está atuando.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=692980

AÇÃO “PELA” E “NA” INTERNET: IMPACTOS DOS USOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NAS AÇÕES POLÍTICAS DO MOVIMENTO LGBT BRASILEIRO.

Autor:

MARCELA PEREGRINO BASTOS DE NAZARE

 

Resumo:

Tendo em vista a importante presença das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs), em especial da internet, no cotidiano dos grupos do movimento LGBT ( Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais) brasileiro, o presente trabalho buscou responder as seguintes questões: que impactos os empregos das (NTICs) trazem para a dinâmica organizacional do movimento? Quais mídias sociais digitais são utilizadas, como, quando e com quais propósitos são empregadas? Quais repertórios de ação o emprego da internet disponibiliza? Quais as “rotinas” de ação existentes no ciberespaço? Que resultados trazem para a ação política do movimento? Para tanto, a metodologia empregada foram entrevistas semi estruturadas com representantes dos grupos LGBTs que fazem parte da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT) e leituras dos sites e blogs das entidades. A internet, na medida em que serve como meio e espaço para a ação política, disponibiliza alguns repertórios de ação. Tais repertórios implicam em rotinas que se dão “pela” internet, devido ao fato dos grupos a utilizarem como meio para a ação, e “na” internet, tendo em vista que algumas rotinas acontecem no ciberespaço. Com a pesquisa, foram identificados dois repertórios disponibilizados pelo ciberespaço. O primeiro é o repertório de mobilização online, no qual os militantes, por meio de rotinas de ação como panfletagem online, abaixo assinados online, petições públicas, twitaço, têm atingido e mobilizado a comunidade LGBT e a população em geral em torno de suas atividades. O segundo é o repertório de interação online. O facebook, blogs, sites, e-mail se configuram como recursos por meio dos quais os grupos podem ecoar seus valores, preocupações e interesses. Essas mídias também são espaços onde os grupos interagem com seu público alvo, simpatizantes, grupos do movimento LGBT e seus parceiros, tais como outros movimentos sociais, parlamentares, organizações internacionais. O repertório de interação online para o movimento LGBT traz impactos sobre as relações dos grupos com o seu público e a população em geral. Ao contrário do que diz parte da literatura sobre participação, novas formas de ativismo e internet, em relação ao movimento LGBT, a interação estabelecida por meio da utilização das novas tecnologias de comunicação e informação tem resultado na criação de novos vínculos, em mudanças significativas nas relações interpessoais e em comprometimentos que geram participação offline.Tais mudanças estão vinculadas a uma característica específica do movimento, a dificuldade de interpelar o seu público alvo, e à ruptura da dicotomia “dentro” e “fora” do armário proporcionada pela utilização dos recursos do ciberespaço. Tendo em vista a utilização da internet pelo movimento, os recursos do ciberespaço se configuram também como esfera pública deliberativa, fato que traz como impacto para os grupos a aceleração de suas políticas e a viabilização de ações entre as entidades e parceiros da ABGLT. Além disso, por meio das mídias sociais digitais os grupos divulgam informações e notícias para o seu público e a população em geral e também complementam, aprofundam e qualificam informações sobre fatos que dizem respeito à comunidade LGBT e que foram trazidos à cena pública por outras mídias

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1063592

A TRAJETÓRIA DO MOVIMENTO LGBT: A LUTA POR RECONHECIMENTO E CIDADANIA NO CONTEXTO BRASILEIRO E BAIANO

Autora: Ribeiro, Renata Lucia Camarotti Camara

:
Desde a reabertura política constituíram-se no Brasil diversos movimentos sociais, os quais, em sua maioria, têm reivindicações por redistribuição. O contexto brasileiro, entretanto, compõe-se, também, de movimentos que reivindicam “novos direitos”, concernentes a uma “nova cidadania”. Dentre esses, o Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) que, apenas recentemente, alcançou visibilidade e passou a compor o cenário das lutas políticas. Considerando a trajetória do movimento e o lançamento, em âmbito federal, do Programa Brasil Sem Homofobia no ano de 2004, o presente trabalho analisa as relações estabelecidas entre o Estado e o movimento LGBT. O objeto empírico é a atuação do movimento baiano, no período compreendido entre 2004 e 2008, tendo como pano de fundo os cenários sociopolíticos nacional e internacional. Considerou-se, para a análise, as transformações na relação entre Estado e sociedade civil e a consolidação dos movimentos que demandam por reconhecimento, a partir do paradigma dos Novos Movimentos Sociais, da teoria crítica do Reconhecimento, e das novas noções de direitos e cidadania. A pesquisa é um estudo de caso que privilegiou dados produzidos por meio da comunicação informal e formal. A partir dos dois eixos de análise estabelecidos – internacionalização / interiorização e sociedade civil / Estado – identificou-se quatro tipos de repertórios de ação: de visibilidade; de denúncia; de presença no campo político formal; e de articulação. Os dados evidenciaram dois processos distintos: de estagnação, no que se refere à aprovação de leis federais; e de ganhos parciais, no que se refere à implementação de políticas públicas. Apesar da “disposição favorável” do Estado para programar tais políticas, os dados sugerem que foi somente em 2006 que os objetivos do Programa tornaram-se mais palpáveis, sobretudo nos campos da educação, cultura e direito humanos. A despeito das dificuldades encontradas pelo movimento, pode-se dizer que tem havido uma maior legitimação de suas demandas, e que a idéia de reconhecimento tem, progressivamente, adentrado a esfera pública estatal. As estratégias adotadas têm representado um avanço, e buscam, simultaneamente, a afirmação (em curto prazo), e a transformação (em longo prazo). Conclui-se, entretanto, que há, ainda, um longo caminho a ser percorrido para a efetivação do Programa Brasil Sem Homofobia, tanto em nível federal quanto estadual.

Para Leitura Íntegra:
https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/19823

NA PARADA DO LAZER: DIAGNÓSTICO DO CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL NAS ONGS LGBT DE BELO HORIZONTE/MG

Autora:  Marie Luce Tavares

 

Resumo: O Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) vem se consolidar no Brasil a partir da década de 1970, caracterizando-se como manifestação pelo direito à livre orientação sexual. Nos anos 90, há um revigoramento na militância homossexual, com crescente aumento no número de grupos institucionalizados, difundidos por todo o país. O surgimento dessas organizações se caracteriza pela busca de autonomia em relação ao Estado, levando os movimentos a se estabelecerem a partir do modelo de Organizações Não Governamentais (ONGs), que se enquadram no chamado “terceiro setor”. A incorporação dessa gestão social demandou profissionalização, visando à manutenção da qualidade dos serviços e a sistematização de ações. Sendo o lazer uma das áreas de atendimento às comunidades e organizações sociais, pode-se subentender a necessidade de profissionalização da área. Diante desse contexto, o proposto estudo objetiva diagnosticar e analisar o campo de atuação profissional na área do lazer no terceiro setor, tendo em vista compreender o trabalho realizado nesse campo por Organizações Não Governamentais ligadas ao Movimento LGBT. Para tanto, busco analisar as concepções de lazer que permeiam as ações dessas organizações; diagnosticar as ações relacionadas direta ou indiretamente com o lazer; identificar os profissionais responsáveis e atuantes junto a essas ações e compreender o “papel” desses profissionais na organização e no desenvolvimento dessas ações. Assim, apresento como proposta metodológica a pesquisa bibliográfica combinada com a documental e de campo, aplicando a imersão no campo e as entrevistas semiestruturadas como instrumentos de coleta de dados. Foram analisadas duas instituições localizadas em Belo Horizonte/MG, sendo entrevistados seis profissionais que atuam no âmbito do lazer. Ressalto que não há necessariamente um profissional específico envolvido no planejamento, execução e avaliação dessas atividades. Contudo, existe certa aproximação e um maior envolvimento de algumas pessoas frente à organização delas. As ações de lazer são voltadas ao atendimento do público LGBT, mas há abertura para participação de outros sujeitos. Os objetivos dessas ações variam, cabendo a elas desde o trabalho da autoestima até o empoderamento desse público visando a seu protagonismo social. Há uma multiplicidade de ações que envolvem os diversos conteúdos do lazer, das artes às atividades físicas. Em relação aos profissionais envolvidos, a relação estabelecida com a instituição é a da militância, e a atuação nas atividades resulta, na maioria das vezes, do trabalho voluntário. No que tange ao perfil desses profissionais, enfatiza-se a importância do conhecimento da realidade ao se trabalhar com o público LGBT, bem como o domínio do conteúdo; contudo, há a necessidade de maior clareza acerca do conhecimento na área do lazer e da cultura. As concepções de lazer se apresentam de forma diversificada, convergindo no seu entendimento como um tempo, caracterizado por uma busca pelo prazer, mas que não tem relação com as obrigações. Em relação à presença do lazer na agenda do movimento LGBT, acredito não haver clareza por parte dos entrevistados quanto a essa questão; no entanto, apesar de permear as ações das instituições, o lazer não é vislumbrado como sua prioridade. Assim, este trabalho traz algumas provocações que convidam a pensar o campo de atuação profissional em lazer em ONGs LGBT: o planejamento participativo das ações; a utilização e apropriação dos espaços públicos para o lazer; os investimentos no setor; e a conscientização do lazer como direito. Diante do contexto analisado, aponto a Animação Cultural como perspectiva para a atuação no âmbito do Lazer nessas instituições, a partir de uma proposta pedagógica pautada na ideia de mediação, com o intuito de provocar questionamentos acerca da ordem social estabelecida e contribuir para a superação do status quo.

 

Para Leitura Íntegra:

http://www.eeffto.ufmg.br/eeffto/DATA/defesas/20150710192239.pdf

DIVERSIDADE AFETIVA: UMA LEITURA SOBRE OS MOVIMENTOS SOCIAIS LGBT DE PORTO ALEGRE

Autora: Fernanda Ferreira Canfield da Luz

Resumo:
Os movimentos sociais geralmente caracterizam-se como movimentos de contracultura, que busca, na sua luta cotidiana, provocar alguma mudança de paradigma, da cultura que os oprime no meio social em que atuam. O movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis ó LGBT não é diferente. No município de Porto Alegre onde a investigação deste estudo ocorreu, os movimentos envolvidos, quais sejam: NUANCES ó Movimento pela Livre Expressão Sexual, SOMOS ó Comunicação Saúde e Sexualidade e Liga Brasileira de Lésbicas do Rio Grande do Sul ó LBL/RS, lutam por direitos e por reconhecimento social contra uma heteronormatividade imposta culturalmente. Essa heteronormatividade construída socialmente delimita e caracteriza a norma social pelo padrão heterossexual, excluindo quaisquer outras formas de manifestação da diversidade sexual expressa. No entanto, a discussão dessas diversidades conhecida como as homossexualidades não tem permitido um debate em relação aos direitos humanos de cunho afetivo e não apenas sexual, no que aparentemente concentram-se as lutas do movimento LGBT de Porto Alegre. Diante disso, o objetivo deste estudo é analisar se os movimentos sociais LGBT contribuem para uma mudança de cultura relacionada ao universo homossexual, principalmente no que tange a homo afetividade. Á proposição dos aportes teóricos que norteiam a temática, por intermédio do método comparativo foi realizada uma pesquisa qualitativa com entrevistas em profundidade, por meio de questionário estruturado com questões abertas, além da análise de documentos, discursos e matérias jornalísticas, os quais permitiram obter um panorama da realidade dos movimentos quanto as suas ações, objetivos e abrangência frente ‡ luta que travam no município, refletindo as ações dos movimentos como instrumentos de uma possível transformação cultural. A partir deste estudo, conclui-se que os movimentos sociais LGBT também se configuram como agentes de transformação cultural, contribuindo com suas ações para uma reflexo acerca da diversidade afetivo-sexual.

Para Leitura Íntegra:
http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/4101

A MILITÂNCIA LGBT NA UNIVERSIDADE: Um estudo de caso do Coletivo KIU

Autor: MARCELO HENRIQUE DE SOUZA

Resumo:

Pensar na discussão sobre a importância dos movimentos homossexuais é uma questão emergente na sociedade contemporânea. A partir das experiências individuais na convivência social, os indivíduos são categorizados como identidades marginalizadas e, a partir dessa constatação, vão se agregando enquanto comunidades interessadas em discutir questões de interesses comuns. Assim, a intenção do presente trabalho é contribuir no sentido de ampliar essa discussão dentro da própria academia, pois é nesse espaço que há toda uma ebulição de ideias, que, nos séculos XX e XXI, proporcionaram a fomentação e formação de grupos acadêmicos LGBT. Para tanto, apresentam-se, nesta dissertação, aspectos históricos que explicitam a luta efetivada pela comunidade LGBT, tentando dar visibilidade ao grupo KIU – Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual de Salvador. A metodologia utilizada é o estudo de caso, que pretende buscar um conhecimento mais aprofundado sobre o surgimento e a militância LGBT dentro da Universidade, a partir de relatos de militantes do KIU, na perspectiva de historicizar o surgimento da militância na UFBA, a partir desse grupo. Para a realização da pesquisa, foram feitas entrevistas semiestruturadas, a partir das quais buscou-se conhecer o engajamento político no movimento estudantil e acadêmico LGBT na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O Coletivo KIU, atualmente, está voltado à formação de novos atores que possam dar continuidade a ações que, hoje, tornam-se mais amplas, incluindo, além de ações em torno da diversidade sexual, ações que contemplam arte, cultura e cidadania, temas cruciais para qualquer movimento que pretenda provocar alguma transformação social na busca por tornar o mundo um lugar mais favorável à convivência entre os diferentes e ao respeito às diversidades.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3258864

MARCHANDO PELO ARCO-ÍRIS DA POLÍTICA

Autor: SILVA, ALESSANDRO SOARES DA

 

A presente tese de doutorado em Psicologia Social é um estudo intercultural, de abordagem psicopolítica, da construção da consciência política coletiva de homossexuais no Brasil, na Espanha e em Portugal, cujo ponto de partida foi a análise da participação na Parada do Orgulho LGBT de cada um destes países. A parada do Orgulho LGBT, é um fenômeno de massa, uma estratégia psicopolítica de construção de uma cidadania ativa destes sujeitos. Assim, ela funciona como um instrumento de resgate da memória política de homossexuais e de visibilizaçao frente a uma sociedade assimilacionista e heteronormativa, avessa à diferença. O processo de construção desta tese implicou a realização de trabalhos de campo nestes três países, durante os anos de 2003-2006, que resultaram em 44 entrevistas de militantes dos movimentos LGBT e de homossexuais militantes em outros movimentos ou partidos políticos. Utilizamos a entrevista aberta como metodologia e um esquema de livre-associação de palavras com vistas à busca da compreensão dos processos sócio-históricos próprios de cada contexto nacional, a fim de, então, realizarmos o estudo intercultural propriamente dito. Os dados aqui tratados nos mostraram como a participação política medeia a construção do sujeito político e do sujeito coletivo. Assim, elementos de festa e de protesto em moldes mais tradicionais se mesclam no processo de construção política dos próprios movimentos, que atuam como um elemento questionador das estruturas estabelecidas, aprioristicamente, segundo os interesses dos grupos dominantes

Para Leitura Íntegra:

https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/17164

O EFEMINADO E OS OUTROS: diferenças e discriminações em espaços de sociabilidade LGBT de Teresina

Autor: JOAO WALLACE LINHARES DE SOUSA

 

Resumo:

A imagem do homem efeminado está associada à figura do homossexual desde sua criação enquanto categoria médica. Os estigmas causados pela alcunha de doente, pervertido e perigoso fez com que esses sujeitos se apropriassem de determinados espaços e horários nas cidades para poderem viver suas sexualidades. Com o passar dos anos, não apenas os espaços propícios para suas sociabilidades, como as imagens que assumiram se multiplicaram e geraram segmentações e discriminações entre o público homossexual. Dentre os vários critérios que geram discriminações, a performance de gênero efeminada, antes uma forma de comunicar aos outros sua orientação sexual, passa a ser desvalorizada frente a novos modelos de masculinidade que se tornam hegemônicos, às vezes por pressões do mercado, outras como resposta ao preconceito social. Partindo de referenciais teóricos dos estudos de gênero e sexualidade, o presente estudo aborda a experiência de discriminação de gays efeminados nos espaços de sociabilidade LGBT de Teresina. Nesse sentido, busca conhecer, através de visitas a campo e entrevistas informais e em profundidade, as diferentes masculinidades homossexuais que frequentam tais espaços, suas formas de interação e quais atitudes são consideradas discriminações contra os efeminados. Sendo assim, sobressaíram diversos sentidos ligados à efeminação e ao efeminado, bem como os supostos motivos para as discriminações. Identificou-se que a performance de gênero orienta as diversas relações que se estabelecem nesses espaços, desde a formação dos grupos e escolha dos espaços a serem frequentados, até a formação dos casais. Os momentos de desrespeito, concretizados em atitudes como formas de olhar, expressões faciais, risos, xingamentos, contatos físicos mais bruscos e até luta corporal, seriam motivados pela busca de sigilo da (homo) sexualidade, por considerarem o feminino como “inferior”, e podendo ser agravado pela condição econômica dos sujeitos.

 

Para Leitura Íntegra: 

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2688779

Entre perdas e ganhos: homossexualidade masculina, geração e transformação social na cidade de São Paulo

Autor: GUSTAVO SANTA ROZA SAGGESE

 

Resumo:

Baseada em pesquisa etnográfica envolvendo observação participante e entrevistas em profundidade realizadas entre 2011 e 2013, a proposta deste trabalho consiste em investigar a maneira pela qual homens de meia-idade provenientes de camadas médias e residentes na cidade de São Paulo experimentam e percebem transformações relativas à visibilidade homossexual ao longo de suas vidas e, mais especialmente, das últimas três décadas. A partir de uma análise dos discursos, tento construir junto aos interlocutores uma dialética que leva em conta tanto a experiência subjetiva de pertencimento a um grupo tradicionalmente marginalizado quanto a posição sócio-histórica que ocupam. Aqui, entram em jogo vários marcos, como o final da ditadura militar e a abertura política do Brasil, os pânicos morais suscitados pelo advento da epidemia de HIV/AIDS em meados da década de 1980 e a participação de alguns deles em movimentos sociais. Alvo de discussões acaloradas no cenário político nacional, exploro também suas posições sobre acontecimentos mais recentes, como o surgimento das Paradas do Orgulho LGBT e os embates envolvendo o reconhecimento das uniões homoafetivas e a criminalização da homofobia no país. Ao mesmo tempo, problematizo o marcador “geração” e procuro entender as diferenças que apontam entre eles e os “mais jovens”.

 

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2359965

QUERO PODER EXISTIR”: CONTORNOS DA VIOLÊNCIA SIMBÓLICA CONTRA ORIENTAÇÕES SEXUAIS NÃO BINÁRIAS ENTRE UNIVERSITÁRIOS LGBT DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Autor: MARCELO VIEIRA

 

Resumo:

Os estudos acerca da violência têm figurado de maneira privilegiada entre as pautas acadêmicas e da mídia diante da sua forte presença na sociedade. Aspecto aparentemente ignorado, a violência simbólica é elemento constante na vida das pessoas LGBT, pelas sanções da heteronormatividade e suas imposições aos não binários, com variadas formas de manifestação em diversos ambientes. O presente estudo buscou identificar quais são e como se manifestam as experiências de violência simbólica entre estudantes universitários LGBT, aqueles identificados e os que não como militantes do movimento, a partir de suas narrativas. Com estas, tratou-se ainda de levantar as formas de enfrentamento da violência simbólica desenvolvidas para a existência dentro de um habitus heteronormativo. Utilizando o arcabouço teórico de Bourdieu acerca da violência simbólica e do capital social para análise, fez-se uso de entrevistas não estruturadas sobre a história de vida dos entrevistados, buscando experiências de violência simbólica e as formas de enfrentamento desenvolvidas diante delas, como desenvolvimento de capital social. A iolência se mostrou como elemento cotidiano na vida dos dois grupos de LGBT, manifesta em diversos ambientes e instituições, com primazia na família e escola, desde “coisas pequenas do dia-a-dia” até ormas mais diretas de preconceito e discriminação cujo conteúdo heteronormativo ridiculariza as rientações sexuais não binárias, além de reprimir ou deslegitimizar as expressões das sexualidades rente aos heterossexuais. Diante dessa determinações do habitus heteronormativo, os indivíduos desenvolvem recursos para seu enfrentamento, cuja aquisição de capital social apareceu como elemento central em sua vontade de criar meio de existir além do binarismo, como pessoas.

 

Para Leitura Íntegra:

 

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2402081

PARADA DO ORGULHO LGBT DO RIO DE JANEIRO: UM DESFILE-MOBILIZAÇÃO E SUAS ESTRATÉGIAS COMUNICATIVAS

Autor: GISELE SANTANNA PARIS

 

Resumo:

Fruto da mobilização de grupos organizados que promovem a visibilidade da população LGBT, as Paradas do Orgulho LGBT têm se expandido em direção a diversos espaços urbanos nos últimos anos, expressando ações políticas reivindicatórias e assumindo notadamente seu criticado caráter festivo, lúdico e carnavalizado (BAKHTIN, 2010). Há um esforço para se alcançar a esfera pública, convocar vontades e expor questões de interesse coletivo, mobilizando os sujeitos para causas e estimulando debates públicos. Aproprio-me das noções de espetáculo, festa e argumentação desenvolvidas por Mafra (2008) para apresentar a presente análise — marcada por um olhar comunicacional e fundamentada em pesquisa etnográfica — com o objetivo de identificar, caracterizar e compreender as práticas comunicativas do objeto que, nesta pesquisa, denomino desfile-mobilização. Trata-se nas Paradas de mobilizar sujeitos justamente porque existem determinados sentidos coletivos naturalizados que a partir de questionamento e problematização podem ser alterados. Mesclando cores, sons e imagens em celebração da diversidade sexual, de etnias, crenças, de identidades de gênero, assim como denunciando injustiças, desigualdades e discriminações por meio de práticas comunicativas, se estabelece um envolvimento coletivo, uma relação com os sujeitos na sociedade. Em 2013, iniciei a observação-participante na data da realização do evento, em Copacabana, registrando reflexões que pude aprofundar, ao longo de 2014, a partir do trabalho de campo, integrando-me ao grupo de voluntários, em reuniões de planejamento, entrevistando participantes diversos em atividades correlatas e no dia da realização da Parada LGBT- Rio.

 

Para Leitura Íntegra:

 

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2778873

O JEITINHO DAS CAPIXABAS: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E OS DILEMAS DA CIDADANIA E VISIBILIDADE ENTRE MILITANTES TRANS DO ESPÍRITO SANTO.

Autor: ANDRE LUIZ ZANAO TOSTA

 

Resumo:

Esta dissertação é o resultado da investigação realizada entre 2013 e 2014 no estado do Espírito Santo que analisou a atuação política de pessoas trans, indivíduos que se reconhecem como travestis e transexuais, conforme delimitação identitária do próprio movimento político. Apoiada numa proposta de investigação descritiva e interpretativa a pesquisa se apoia em três componentes teóricos: (a) a mobilização política decorre muitas vezes da existência de um sentimento de ‘solidariedade’ gerado por uma experiência compartilhada.; (b) o ‘sujeito’ é o resultado da articulação das vivências experienciadas, sendo elas individuais e coletivas; (c) os movimentos sociais podem ser compreendidos como ‘campos’ que geram mudanças subjetiva nos sujeitos mediante a incorporação por estes das lógicas estruturantes e estruturadas daquele. Por conclusão defende-se o argumento que, se o movimento LGBT (e as ativistas trans) pautam suas reivindicações em torno de ideais como ‘visibilidade’ e ‘cidadania’, é preciso questionar o sentido que essas lutas políticas encontram nas vivências concretas dessas pessoas. Antes de recorrer a especulação simplista de que a ‘identidade’ e a ‘injustiça’ sejam os elementos responsáveis pelo engajamento nos movimentos sociais, devemos compreender como tais elementos se acomodam e negociam com os ‘quadros’ coletivos dos apoiadores e opositores e, sobretudo, como eles se tornam ‘oportunidades’ de atuação e de mobilização.

 

Para Leitura Íntegra:

 

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2506559

MARCADORES DE DIFERENÇA E JOCOSIDADE ENTRE SUJEITOS LGBT NA CIDADE DE MAPUTO

Autor: NELSON ANDRE MUGABE

Resumo:
Esta dissertação analisa marcadores sociais produtores de hierarquia, desigualdade e discriminação entre sujeitos LGBT na cidade de Maputo. A análise das intersecções de género, raça, classe social, idade e sexualidade demonstra que os sujeitos LGBT em contextos de sociabilidades, e mesmo nas relações sociais, constroem hierarquias e formas de discriminação, que por sua vez geram sentimentos tais como a humilhação e o desprezo. O estudo discute também de que maneira esses marcadores posicionam determinados sujeitos LGBT na dinâmica de sociabilidade e preferências sexuais no pólo de valorizados, relegando outros ao pólo de desvalorizados. O humor, a jocosidade, e a informalidade observados reforçam os marcadores sociais das diferenças entre os sujeitos LGBT, e ainda informam moralidades por meio de um discurso irónico. A pesquisa é de carácter etnográfico e baseou-se nos métodos e técnicas tradicionais da antropologia: observação-participante e conversas informais com sujeitos LGBT; e incluiu ainda análise de documentos. Um objectivo secundário desta dissertação é contribuir para a construção da história do movimento LGBT moçambicano, que ainda está por ser realizada – e o desenho de tal história faz parte do levantamento realizado.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2377314

O PROCESSO DE CIDADANIZAÇÃO DE PESSOAS LGBT: UMA ETNOGRAFIA EM CENTROS DE CIDADANIA DO RIO DE JANEIRO.

Autor: ISABELA SCHEUFLER PEREIRA

 

Resumo:

O presente trabalho se insere nos estudos de diversidade sexual e de gênero na sua relação com a implementação do Programa Rio sem Homofobia como parte do processo de cidadanização de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no contexto Fluminense. O Programa instituiu a fundação de Centros de Cidadania LGBT (CC) que contam com profissionais para atenderem essas pessoas. O trabalho de campo teve por objetivo principal a observação da interação entre profissionais e usuário (as) nos atendimentos e acompanhamentos realizados nestes locais. Através desta observação, buscou-se compreender os processos pelos quais se constroem demandas a serem encaminhadas para outros serviços. Inspirada em reflexões pós-estruturalistas e pós-colonialistas, tentou-se refletir sobre o processo de cidadanização LGBT e processos sociais globais, em que o Estado brasileiro aparece como ator-chave na formulação de políticas “identitárias”, ou “focalistas”, o que para muitos profissionais no campo das políticas sociais torna-se o foco de um intenso debate. Observou-se a interação entre profissionais e usuário (as) a partir de conceituações de Strauss (1997) sobre identidade como sendo construídas no decorrer da interação. Ao longo do trabalho apresentam-se os casos emblemáticos em que há uma perturbação na interação e em seu status, como uma forma de ruído na comunicação entre os envolvidos no atendimento.

 

Para Leitura Íntegra:

 

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2382817

MEMÓRIA DA MILITÂNCIA: A CONTRIBUIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO PARA A MEMÓRIA DO MOVIMENTO LGBT DA REGIÃO DO CARIRI CEARENSE

Autor: FRANCISCO ARRAIS NASCIMENTO

Resumo:
A Organização do Conhecimento pode contribuir para o entendimento de como está estruturada a linguagem da comunidade discursiva, a saber, comunidade está composta pelos ativistas e membros da Organizações não Governamentais de militância LGBT, por conta disso, objetivamos compreender a contribuição da organização do conhecimento para a reconstrução da memória do movimento LGBT da Região do Cariri cearense por meio da identificação das principais temáticas que emergem da documentação das Organizações não governamentais (ONGs) “Grupo de Apoio a Livre Orientação Sexual do Cariri” (GALOSC) e “Associação de Defesa Apoio e Cidadania dos Homossexuais do Crato” (ADACHO), para posteriormente, de modo verticalizado, analisar a contribuição para a reconstrução da memória do movimento homoafetivo efetuando o cruzamento dos dados com o discurso dos sujeitos (militantes) entrevistados, no intuito de promover a recuperação de tais informações e reconstruir a memória homoafetiva nesta região. Os resultados oriundos da análise dessa documentação e do discurso dos interlocutores participantes da pesquisa demonstraram que as principais temáticas que emergem tanto das atas como dos discursos dos sujeitos entrevistados são: a violência, nas mais diversas formas e naturezas, o direito e cidadania, de onde repercutem suas principais reinvindicações e doenças sexualmente transmissíveis – DST/AIDS como forma de preconceito que ainda limita e marginaliza por meio dos ecos discursivos de décadas anteriores.

Para Leitura Íntegra:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2699755

Back To Top